terça-feira, 26 de junho de 2012

Sebastião de Azevedo Aguiar, soldado constitucionalista de 1932

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012


SEBASTIAO DE AZEVEDO AGUIAR, “ Soldado Constitucionalista de 1932”



Sebastião de Azevedo Aguiar,”Zito Aguiar”, nascido em 08/11/1903 em São Pedro - SP, filho de Francisco Mendez de Aguiar e Maria Augusta de Aparecida Aguiar,., RG 4.263.534,  Fez o curso primário no Grupo Escolar Gustavo Teixeira e posteriormente a Escola de Contabilidade em Piracicaba. Casou-se com Maria Apparecida Gravena de Aguiar ( professora do curso primário ), “Cida Gravena”, “Artista da Terra de São Pedro”, pintora da natureza, e teve três filhos João Francisco de Aguiar ( economista e professor universitário), Enio Sebastião de Azevedo Aguiar ( Engenheiro civil e empresário) e Viviani Aparecida de Aguiar, bacharel em pedagogia e artes plásticas, professora e funcionária pública da Prefeitura de São Bernardo do Campo – SP.
Alistou-se em 1924 como voluntário no Grupo de Piracicaba para servir ao chamado por uma nova constituição em 1932 e foi enviado com outros piracicabanos à batalha. Segundo relato pessoal entrou em combate, mas não foram achados detalhes do seu envolvimento. Para efeito da Comissão do artigo 30 das disposições transitórias do Estado de São Paulo e nos termos do artigo 12 letra da lei 211 de 07/12/1948 houve reconhecimento da sua participação no movimento constituinte, processo numero 13269 em 14/05/1951.

Documento de Identidade de Convocação – Revolução de 1932

Transcrição da Carta de Sebastião de Azevedo Aguiar em que prova sua participação no front de batalha: "Sebastião de Azevedo Aguiar, voluntário do 1º Batalhão Piracicabano, registrado sob o n. 10) - número 46 L1 - Parti com o 1º Batalhão Piracicabano em 17 de Julho de 1932, com destino à São Paulo, fomos depois alojados em Quitaúna, de onde partimos para o front, sob o comando do Cap. Severino, sob às ordens do Cel. Andrade, nosso primeiro combate, deu-se na "Fazenda Palmeiras", município de Areias, depois seguimos Cachoeira, Silveiras, São Luiz do Paraitinga em Taubaté quando terminou a Revolução. Soldado nº 1.169."

Sebastião de Azevedo Aguiar

Recebeu a Medalha da Constituição nos termos da resolução 330 de 25/06/1962, documento assinado pelo presidente da Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo, datado de 07/09/1964. Um dos documentos da época relativamente ao  Artigo 30 e o Batalhão piracicabano menciona AGUIAR, SEBASTIÃO DE AZEVEDO Numero 46,- LFicha 1169 prot 7068 e 7777. Em São Pedro, sua cidade natal, foi honrado com nome de uma das ruas, além de inúmeras homenagens como revolucionário de 1932, inclusive tem seu nome gravado em um ícone disposto em praça pública com outros revolucionários são-pedrenses de 1932.  Faleceu em 1971.


A baixo a carta original ( de punho próprio) onde meu ele ( meu pai) admite que revela que no dia seguinte (Fazenda Palmeiras, município de Areias, Vale do paraíba)m, entraria no seu primeiro combate.  
 




 A Etica e as Origens: Família Tramontina Gravena - Imigrantes italianos
( minha mãe Maria Aparecida Gravena de Aguiar preparou esse histórico)

Natural de Udine - Itália, vieram para o Brasil por volta do ano 1853 para trabalhar em lavouras de café em Descalvado, Estado de São Paulo.
Angeli Tramontina Gravena veio casado com Domingas Paluci e com seus 6 filhos: Pedro, Bathista, Luiz, Joao, Antonio e Valentim.  No mesmo navio de imigrantes veio a família de Pedro Tramontina casado com angela Gravena e a filha Luiz Tramontina ( 14 anos)
No Brasil as duas famílias ja aparentadas ficaram e trabalharam juntase os filhos foram casando entre si:
- Pedro Tramontina Gravena casou-se com Luiza Tramontina e tiveram 4 filhos.  e um filho, todos brasileiros: Joao, Angela, Rosa, Santa, Maria e Angelina. Lá em Descalvado, nas fazendas trabalharam e economizaram. no início do século passado (XX) todos os da família Tramontina Gravena vieram para a vila de Sta Maria da Serra onde compraram um sítuio no Baixadao, confronto com o Ribeirão Laranja Azeda. Com a morte dos patriarcas o sítio foi dividido entre os irmãos italianos. ali plantavam café e criavam gado e assim viviam no "Bairro dos Gravenas", como ficou conhecido. Pedro Tramontina Gravena e Luiza Tramontina com seus 5 filhos compraram, por volta de 1925 casa e terreno em São Pedro e lá tinham um armazém na rua Veríssimo Prado número 54, largo do Jardim, O filho do casal italiano Pedro e Luiza, Joao  Gravena Sobrinho ( meu avô) era do tipo aventureiro e adquiriu a Linha de ònibus de Piraicaba a Torrinha.Após tirar a Carteira profissional ele mesmo passou a dirigir a sua jardineira entre os anos de 1927 e 1931. Pelo fato de possuir a linha de ônibus a família toda decidiu alugar a casa em São Pedro e passara a residir em Torrinha, onde casou-se com Emilia Romão Gravena (  filha de Antonio Romão e Catharina Marcolina, costureira) e nasceram dois filhos Pedro Gravena Neto ( meu tio) e Maria Apparecida Gravena ( minha mãe). Por volta de 1932 houve um acidente na Serra de Torrinha e por sorte não perecem todos os ocupantes inclusive o proprietário da linha, meu avô, Joao Gravena Sobrinho. A partir dessa má experiência a linha de ônibus é vendida e eles decidem adquirir uma área de 60 alqueires de terra no Baixadão ( Entre Sta Maria da Serra e são Pedro), onde passaram a morar em um casa simples, de taipa.Nesta "casa" nasceu Julia Gravena. Joao Gravena construiu uma casa maior agora de alvenaria . Nesta casa nasceu o último filho, Walther Gravena, mais tarde médico, cujops herdeiros ainda são proprietários do imovel. Fazendo jus ao seu estilo empreendedor Joao Gravena decide construir, com auxílio de parentes, duas salas de aula e foram contratados dois professores que passaram a morar na sua casano Sítio Cardoso ( era o nome específico).As professoras eram Nair Fernandes ( ficou 4 anos) e Josquim de Beto Lra ( ficou 2 anos). Continuando sua obra construíu uma Capela ( Capela Sto Antonio). O "Bairro dos Gravenas" preosperava e já havia também um armazém e uma barbearia. Joao Gravena sobrinho continuou a prosperar e comprou maisa terras até possuir cêrca  de 84 alqueires nesta região, mais 12 alqueires em uma regiao de serra, até hoje existentes ali, parte em escarpa e parte não reclamada pelos herdeiros devido ao acesso difícil.   Apesar de trabalahr duro na terra ( criava gado de leite, vendido para a Nestle, plantava café, algodão e os mantimentos básicos como feijão, arroz e milho, criava porcos e galinhas para o sustento e criava abelhas), Joao Gravena sabia que tirar sustento da terra era trabaho difícil, por isso levou seus quatro filhos a estudar, colocando-os em colégio interno em Piracicaba ( Julia e Cida no Assunção e pedro no Piracicabano). Joao Gravena Adoeceu ( contraiu o mal de Parkinson e teve de reduzir seu ritmo de trabalho já por volta dos 50 anos). Então a familia decide coprar uma propriedade em São Pedro em 1953 ( hoje na rua Maestro Benedito Quitino 1301, cuja casa me coube por herança). A área total perfazia 3.862 m2, uma chácara no centro de São Pedro. Mais tarde Walther Gravena faz o ginásio e o colegial em São Pedro, Todos seus quatro filhos terminam os estudos e formam-se com mérito:  Maria Aparecida e Júlia formam-se como professoras e integram a rede de ensino estadual; Pedro torna-se um advogado e ingressa na polícia ( DEIC) em São Paulo. Walther Gravena graduou-se em medicina e radicou-se em Piracicaba onde deixou uma imagem de excelência em cirurgia do aparelho toraxico e digestivo ( seu nome foi dado ainda em vida ao Centro Cirúrgico do Hospital dos Fornecedores de Cana. Dos filhos Pedro Gravena é o único vivo em 2012. Vale ressaltar que dos 4 filhos, na sua primeira geração  origirinaram-se pessoas bem sucedidas:  dois médicos, um deles da Medicina de Pinheiros USP; um economista com doutorado em Administração de empresas e professor universitário; 1 dentista; vários engenheiros e diretores de empresas; um engenheiro e executivo internacional em empresa multinacional radicado em Milão ( Itália), vários com especialização no exterior e um radicado nos EUA, professores e  trabalhadores,  homens e mulheres bem sucedidos e de bom caráter. Foi correta a visão de Joao Gravena sobrinho ao esforçar-se pelo estudo  dos seus 4 filhos, todos gerando famílias de homens de bem. Vale dizer que Maria Apparecida Gravena foi reconehcida como "artista da Terra" em São Pedro, onde deixou uma série de pinturas a óleo da natureza que tanto amava.